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quarta-feira, 2 de março de 2022

Campanha da Fraternidade 2022

 



Fraternidade e Educação

 

“Fala com sabedoria, ensina com amor”
(Cf. Pr 31,26)

 

Educar é um ato eminentemente humano. Somos renovados quando aprendemos mais a respeito da vida e seu sentido, quando nos ensinam novos conhecimentos e quando, percebemos que em nós existe a profunda sede de aprender e ensinar.



Educar é também uma ação divina. A Bíblia nos mostra a história de um Deus que educa seu povo, caminhando com ele, compreendendo suas fragilidades, respeitando suas etapas e alertando diante dos erros. Quando contemplamos as ações e palavras de Jesus, encontramos um caminhar educativo. Sua presença atenciosa junto às pessoas, a relação entre os milagres e a conversão, o uso de exemplos recolhidos do cotidiano, tudo, enfim, nos apresenta Jesus como o grande educador.

É, pois, com essa certeza que a Campanha da Fraternidade de 2022 nos convida a refletir sobre a indispensável relação entre fraternidade e educação. Já tendo, por duas vezes, se debruçado sobre essa relação (1982 e 1998), a realidade de nossos dias fez com que o tema educação recebesse destaque, dentre os vários sugeridos, e fosse escolhido para mais uma Campanha da Fraternidade.

De fato, o mundo e nele o Brasil estão diante de um desafio: redescobrir caminhos para uma reconstrução que não é parcial, mas global; que não atinge somente alguns aspectos, mas que deve chegar às raízes do modo como pessoas e povos compreendem e organizam a totalidade da vida. O mundo de nosso tempo precisa encontrar caminhos para se reconstruir, ouvindo os clamores dos vulneráveis em uma casa comum cada vez mais vulnerabilizada. Por isso, pergunta-nos o Papa Francisco: "O que acontece quando não há a fraternidade conscientemente cultivada, quando não há uma vontade política de fraternidade, traduzida em uma educação para a fraternidade, o diálogo, a descoberta da reciprocidade e o enriquecimento mútuo como valores?"

Trata-se, portanto, de uma Campanha da Fraternidade em forte linha de continuidade com os temas que nos vêm sendo propostos pelo menos desde 2018, quando éramos convidados a encontrar caminhos para a superação da violência. Esses caminhos passam por políticas públicas (CF 2019), fundados na ética do cuidado (CF 2020), em profunda atitude de diálogo (CFE 2021). Nada disso poderá, entretanto, ocorrer se não se considerar a importância da educação: educarmo-nos para o cuidado dialogal, nas relações interpessoais, e para o compromisso socioambiental; educarmo-nos para a redescoberta das motivações mais profundas ao próprio ato de educar.

Essa é a razão pela qual, em 2022, mais do que abordar um ou outro aspecto específico da problemática educacional, a Campanha da Fraternidade nos convoca a refletir sobre os fundamentos do ato de educar. Ao longo da caminhada quaresmal, em que a conversão se faz meta primeira, recebemos o convite para buscar os motivos de nossas escolhas em todas as ações e, por certo, naquelas que dizem respeito mais diretamente ao mundo da educação.

Essa opção não implica o distanciamento das questões mais concretas e urgentes no campo educacional. Há, de fato, inúmeros passos a serem dados, escolhas a serem feitas, com ratificação ou ajustamentos de rumo. Cada uma dessas concretizações, porém, exige o discernimento dos motivos pelos quais são realizadas, fazendo, assim, emergir uma Campanha da Fraternidade que nos leva a alargar o horizonte de nossa compreensão a respeito da educação, entendida não apenas como ato escolar, como transmissão de conteúdos ou preparação técnica para o mundo do trabalho. Estes, sem dúvida, são aspectos importantes, porém não os únicos. A Campanha da Fraternidade nos adverte que mais importante e urgente é a pergunta pelos motivos, pela abrangência e pelas metas de qualquer processo educativo.

No texto bíblico referência para a CF 2022, Jesus Cristo, o grande educador, está no templo. A ele foram levadas algumas mazelas do mundo: uma mulher flagrada em adultério, um adúltero que se esconde, ardilosos utilizadores da lei e pedras como instrumentos de morte. Jesus não se encontra em uma sala de aula ou em atitude que demonstre ensino convencional. No entanto, mostra que educar é contribuir para a superação do pecado, preservando a vida, atingindo as consciências e transformando relações.

Em face a tudo isso, a Campanha da Fraternidade nos recorda que educar não é um ato isolado. É encontro no qual todos são educadores e educandos. É tarefa da própria pessoa, da família, da escola, da Igreja e de toda a sociedade. Afinal, como nos ensina o conhecido provérbio de origem africana, “é preciso uma aldeia para se educar uma criança”.

 

* Este é o texto de apresentação da CF 2022, extraído do Texto-base da campanha.

quarta-feira, 6 de março de 2019

CF2019: Fraternidade e Políticas Públicas


“Jesus veio para a Galileia, proclamando a Boa-Nova de Deus. ‘Completou-se o tempo, e o Reino de Deus está aproximo. Convertei-vos e crede na Boa-Nova’” (Mc 1,14.15). O Reino da verdade, da graça, da justiça, do amor e da paz! O Reino que liberta, pois nos oferece a graça da filiação divina, da fraternidade em Cristo Jesus.

Os exercícios quaresmais que a Igreja propõe aos católicos 'são: jejum, esmola e oração. São os exercícios físico-espirituais para se deixar tomar pelo seguimento de Jesus Cristo.

Jejum: esvaziamento, expropriação, concentração, libertação! Tudo para que sejamos um só em Cristo (Gl 3,28), e Cristo seja formado em nós (Gl 4,19). O jejum é receptividade da vida, morte e ressurreição de Jesus Cristo. Despertar em nós a fome de Deus e a disponibi1idad de saciar a fome dos irmãos e irmãs.

Esmola: partilha, misericórdia, cuidado, entrega! Vida evangélica partilhada! O amor e a misericórdia saem ao encontro do outro Esmola e dinâmica do amor de Deus saída! A esmola nasce da alegria de ter encontrado o tesouro escondido, a pérola preciosa (Mt13,44-46).

Oração: a escuta e a meditação despertam para a oração. A escuta e a meditação se fazem palavra, prece, oração. Oração como necessidade do coração de transformar em palavras as manifestações amorosas de Deus.

Jejum, esmola e oração despertam para a sensibilidade do tempo que está sempre por se completar e repleto de Deus. Movimento de mudança, de transformação para atingir a plenitude da vida em Cristo. Os exercícios quaresmais como caminho do direito e da justiça.

A Quaresma nos provoca e convoca à conversão, mudança de vida: cultivar o caminho do seguimento de Jesus Cristo. Ela desperta a necessidade de partilha e nos aproxima da irmandade.

Todos os anos, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) apresenta a Campanha da Fraternidade como caminho de conversão quaresmal. Um caminho pessoal, comunitário e social que visibilize a salvação paterna de Deus. Fraternidade e Políticas Públicas é o tema da Campanha para a Quaresma em 2019. O profeta Isaías inspira o lema “Serás libertado pelo direito e pela justiça” (Is1,27).

A Campanha da Fraternidade 2019 tem como objetivo geral: “Estimular a participação em Políticas Públicas, à luz da Palavra de Deus e da Doutrina Social da Igreja, para fortalecer a cidadania e o bem comum, sinais de fraternidade”. Políticas Públicas são as ações discutidas, aprovadas e programadas para que todos os cidadãos possam ter vida digna. São soluções específicas para necessidades e problemas da sociedade. É a ação do Estado que busca garantir a segurança, a ordem, o bem-estar, a dignidade, por meio de ações baseadas no direito e na justiça.

Política pública não é somente a ação do governo, mas também a relação entre as instituições e os diversos atores, sejam individuais ou coletivos, envolvidos na solução de determinados problemas. Para isso, devem ser utilizados princípios, critérios e procedimentos que podem resultar em ações, projetos ou programas que garantam ao povo os direitos e deveres previstos na Constituição Federal e em outras leis.

A Campanha da Fraternidade acontece no ano em que o Papa Francisco proclamou o mês de outubro como Mês Missionário Extraordinário. O Santo Padre, ao instituir o Mês Missionário Extraordinário, ofereceu como tema: “Batizados e enviados: a Igreja de Cristo em missão no mundo”. Os batizados em sua missão no mundo participando da construção de Políticas Públicas que construam a fraternidade.

Maria, mãe do Príncipe da Paz, nos acompanhe no caminho de conversão quaresmal! Jesus Cristo crucificado-ressuscitado, que transformou todas as coisas, nos ajude no caminho da superação da violência, pois somos todos irmãos.


Trecho do texto de Dom Leonardo Ulrich Steiner, Secretário-Geral da CNBB, na apresentação da Campanha da Fraternidade 2019

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

CEB Cristo Rei inicia encontros de reflexão sobre a CF 2018

Mais uma vez, a Igreja do Brasil nos convoca à Companha da Fraternidade. Somos motivados a buscar caminhos e meios para a superação de toda a forma de violência. Somos convocados a recuperar a fraternidade entre nós, em famílias, em nosso bairro e em nossa cidade.

O Círculo Bíblico da Comunidade Eclesial de Base (CEB) Cristo Rei inicia nesta segunda-feira (5/2) os encontros para refletir sobre a Campanha da Fraternidade, que, neste ano, nos chama a encontrar formas para superar todas as formas de violência.

As reuniões acontecem às segundas-feiras, das 20h às 21h30, na própria comunidade (rua Major Freire, 792, Vila Monte Alegre –paralela à direita da av. Fagundes Filho, na altura do posto de gasolina e da padaria Dona Deola– próximo à estação São Judas do Metrô).

Veja abaixo o calendário das reuniões e venha refletir com o grupo.

5/2 – Segunda-feira
Apresentação da CF 2018 e organização das atividades

12/2 – Segunda-feira – Carnaval (não haverá encontro)

19/2 – Segunda-feira
1º Encontro – Somos todos irmãos – Mt 23, 1-12

26/2 – Segunda-feira
2º Encontro – O fruto da Justiça será a paz – Is 32, 15-20

5/3 – Segunda-feira
3º Encontro – Bem-aventurados os que promovem a paz – Mt 5, 1-16

12/3 – Segunda-feira
4º Encontro – Mensageiros da Paz – Jo 20, 19-29

19/03 – Segunda-feira
5º Encontro – Cristo é a nossa paz – Ef 2, 11-18

26/3 – Segunda-feira
Celebração final

domingo, 1 de dezembro de 2013

CEBs celebram o envio de 84 representantes para o 13º Intereclesial

As Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) da Arquidiocese de São Paulo realizaram no dia 30 de novembro uma celebração de envio de seus 84 delegados e delegadas ao 13º Intereclesial de CEBs, que será realizado de 7 a 11 de janeiro, em Juazeiro do Norte, Ceará. A celebração ocorreu na Casa de Oração do Povo de Rua, na região central da capital paulista.

Logo após o Ofício Divino das Comunidades, que abriu a celebração, o padre Gilberto Orácio de Aguiar (Joseleitos de Cristo), da Paróquia Imaculada Conceição, Região Episcopal Belém, Setor Sapopemba, fez uma reflexão sobre “Justiça e Profecia a Serviço da Vida”, tema do 13º Intereclesial.

Os participantes também receberam informações sobre o Intereclesial, a região de Juazeiro do Norte e instruções para a viagem.

A atividade foi encerrada com uma oração de envio e um lanche comunitário.

Preparação

A celebração de envio foi o quarto encontro de preparação dos delegados e delegadas da Arquidiocese de São Paulo. No âmbito arquidiocesano, foram realizados duas tardes de formação, em abril e agosto. Em setembro os 409 delegados do regional Sul 1 se reuniram em Pirajuí, no interior paulista.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

“Juventude que ousa lutar, constrói o projeto popular” é o lema do 19º Grito dos Excluídos

  
Durante a tarde de hoje, 21, em São Paulo, a coordenação do Grito dos Excluídos acolhendo as sugestões de vários grupos, comunidades, dioceses, movimentos, sindicatos, definiu o lema da 19º edição do Grito dos Excluídos: Juventude que ousa lutar constrói o projeto popular.

O Próximo encontro nacional dos articuladores e articuladoras do Grito acontecerá de 26 a 28 de abril, em São Paulo.

O que é o Grito dos Excluídos?
É uma manifestação popular carregada de simbolismo, é um espaço de animação e profecia, sempre aberto e plural de pessoas, grupos, entidades, igrejas e movimentos sociais comprometidos com as causas dos excluídos. Constitui-se numa mobilização com três sentidos: Denunciar o modelo político e econômico que, ao mesmo tempo, concentra riqueza e renda e condena milhões de pessoas à exclusão social; Tornar público, nas ruas e praças, o rosto desfigurado dos grupos excluídos, vítimas do desemprego, da miséria e da fome; Propor caminhos alternativos ao modelo econômico neoliberal, de forma a desenvolver uma política de inclusão social, com a participação ampla de todos os cidadãos.

É realizado em um conjunto de manifestações realizadas no Dia da Pátria, 7 de setembro, tentando chamar à atenção da sociedade para as condições de crescente exclusão social na sociedade brasileira. Não é um movimento nem uma campanha, mas um espaço de participação livre e popular, em que os próprios excluídos, junto com os movimentos e entidades que os defendem, trazem à luz o protesto oculto nos esconderijos da sociedade e, ao mesmo tempo, o anseio por mudanças. As atividades são as mais variadas: atos públicos, romarias, celebrações especiais, seminários e cursos de reflexão, blocos na rua, caminhadas, teatro, música, dança, feiras de economia solidária, acampamentos – e se estendem por todo o território nacional.

Semana Social e Grito dos Excluídos
O Grito é parte do processo da 5ª Semana Social Brasileira e no ano passado trouxe o lema: Queremos um Estado a serviço da Nação, que garanta direitos a toda população!

Sobre a participação da juventude a coordenação nacional da 5ª Semana Social Brasileira (SSB) divulgou na última sexta-feira, 15, um vídeo com o objetivo de mostrar como os jovens brasileiros podem se mobilizar no debate do tema “O Estado para quê e para quem?”

Informações: [11] 2272-0627

domingo, 16 de dezembro de 2012

Batizado emociona fiés

No dia 11 de novembro, ocorreu na Comunidade Cristo Rei o batizado de Olívia de Amorim Flores, filha de Laine Chapada de Amorim e Paulo Flores. A celebração foi realizada pelo frei Odécio Lima de Souza (ofm). Os padrinhos de batismo são Edmur Primo Delcolli Júnior e Maria Isabel Vendramin Delcolli e de consagração à Nossa Senhora são as duas avós. Com uma celebração repleta de significados litúrgicos e folheto elaborado propriamente para a ocasião, muitos dos presentes se emocionaram e afirmam ser o batizado mais bonito que já viram.

  Católicos atuantes na comunidade, em outras instâncias eclesiais e na sociedade, os pais batizaram sua filha não por tradição, mas por acreditar em Nosso Senhor Jesus Cristo e na nova aliança que Ele fez com seu povo, com nosso povo.
Como diz o Catecismo da Igreja Católica (1253), “o batismo é o sacramento da fé. Mas a fé tem necessidade da comunidade”. No batismo de uma criança, como a Olívia, sabemos que a fé ainda não é perfeita, madura, mas uma fé que precisa se desenvolver. Pais e padrinhos afirmaram estar plenamente conscientes da responsabilidade que têm pelo desenvolvimento desta fé e pela conservação da graça que a Olívia recebeu naquele dia, mas, respeitando o que diz o catecismo (1255) a apresentaram à comunidade para que esta contribuísse com eles nesta tarefa.

Entrega das doações ao Amparo Maternal.

Ao final da celebração, como ato concreto, os pais anunciaram a doação de 12 latas de leite NAN1 e de 56 fraldas de pano, feita pelos convidados, ao Amparo Maternal. A entrega à instituição, acompanhada pela tecelã do amor Marlene Vilutis, foi concretiza no dia 10 de dezembro.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Encontro com cadidatos católicos

A Paróquia / Santuário São Judas Tadeu realiza na quarta-feira (26/9), às 20h, um encontro com candidatos católicos ao cargo de vereador da cidade de São Paulo.
 
Oa candidatos se apresentarão e falarão o que pretendem fazer caso sejam eleitos.
 
O Santuário fica na av. Jabaquara, 2.682 (próximo à estação São Judas do Metrô).
 
A atividade será realizada no Salão São Judas, que fica em frente à secretaria paroquial.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Jovem, chegou a sua vez

O texto abaixo, escrito por Rogério de Oliveira, foi publicado originalmente no blog Epor falar em pastoral... Traz importantes reflexões sobre a Campanha da Fraternidade de 2013 e exorta a todos os católicos, principalmente os jovens, a colocarem, desde já a CF 2013 nas ruas. É preciso preparar o terreno e aproveitar o tema da CF para mostrar aos jovens, principalmente àqueles que não praticam sua fé, que estão afastados da Igreja, o quão bom e agradável é participar de um grupo de jovens e colocar sua vida à serviço dos outros. Leia o texto e tenha uma boa reflexão. E, principalmente, criatividade para colocar a CF 2013 nas ruas desde já.



Depois de 21 anos, a Igreja no Brasil traz de volta a reflexão do tema “juventude” em 2013 durante a Campanha da Fraternidade (CF). Vivi intensamente o ano de 1991, preparando a CF do ano seguinte. Tenho em meu coração um espaço de saudade daqueles anos. Eu havia conhecido a PJ em 1989. Tínhamos na paróquia uma assessoria efetiva e afetiva dos salesianos e salesianas. E pudemos ir preparando o terreno para uma boa organização paroquial da PJ por lá.

Olho para o cartaz da CF 92 e muitas recordações vem em minha mente. Uma delas é de que, pela primeira vez, eu ouvia falar de juventude na Igreja como um elemento renovador. Era “o novo”, falávamos e líamos nos documentos. Os cantos litúrgicos e de animação tocavam neste ponto.Tantas iniciativas. Tantos cursos. Tantas palestras. Tantos festivais. Tantos shows. Teve até escola de Samba falando no tema! Era o ano da juventude. Foi um despertar!

Pois então, vinte e um anos depois, nós estamos novamente às vésperas de outro “ano da juventude”. 2013 chega anunciando nova CF sobre juventude e pela primeira vez a Jornada Mundial da Juventude acontecendo no Brasil. Aqui nas terras paulistas, também estaremos celebrando 40 anos de organização pejoteira. É um ano bonito e cheio de desafios.

E será um ano e meio em que se deve trabalhar muito. Sim. Um ano e meio. O trabalho, se acaso não começou, deve começar já! É hora de botar a CF 2013 na rua. É preciso pensar em como iremos, estrategicamente, colocar na pauta das discussões a vida da juventude e a missão evangelizadora de nossos grupos como promotores e portadores de sinais do Reino de Deus.

Os coordenadores dos grupos de jovens já estão por dentro destas discussões? Estamos capacitando as lideranças? Como estão os processos de acolhida e de aproximação com os jovens fora da Igreja? Como estamos vivendo o relacionamento com os outros juvenis dentro das nossas comunidades? Estamos levando para o poder público e para a sociedade civil as questões que atingem diretamente a vida de tantos jovens? Estamos nos espelhando na vida e na prática de Jesus e das primeiras comunidades para poder realizar tudo isso?

Façam fóruns, rodas de conversa, seminários, retiros. Tragam para o centro das discussões as estratégias que devem ser adotadas para que esta CF tenha bons frutos. O que eu vou dizer é um clichê, mas é verdade: a gente colhe sempre aquilo que planta. Este momento, agora, é hora de começarmos a plantar, caso ainda não se tenha começado.

Há amigos que olham os primeiros sinais da próxima Campanha da Fraternidade (Hino, Cartaz) e ficam receosos. Outros não conseguem se enxergar nestes mesmos primeiros sinais. A eles eu digo: a vida pode ter a cor que queremos que ela tenha, mas para isso é preciso agir. Um símbolo não tem valor fechado sem a devida interpretação. O cartaz da CF 92 tem um grande valor simbólico para mim dado a tudo que vivi naquele período, mas nunca fui atrás da interpretação oficial. Com o novo cartaz pode ser a mesma coisa. O importante é que consigamos dar à juventude que está nos grupos da PJ um gosto bom e a intensidade de um momento bem vivido enquanto estiverem refletindo e vivenciando os momentos preparatórios e quaresmais desta nova Campanha da Fraternidade.

Há um campo de missão enorme aí! Há um tempo de esperança e um tempo de oportunidades. “Eis-me aqui. Envia-me”. Há tanto trabalho a ser feito. Há tanta juventude sem oportunidade, vítima de um sistema que a exclui e a joga para a marginalidade e daí para a criminalidade. “Eis-me aqui. Envia-me”. Há tantos jovens carentes de formação, carentes de lazer, carentes de carinho, carentes de sentido. Há tantos muros e tão poucas pontes.

É oportunidade boa, Pastoral da Juventude. É a chance de chegar em comunidades, nuclear grupos, apresentar a espiritualidade libertadora de Jesus, a espiritualidade do cotidiano, viva, sonhadora, lutadora e pensante. É hora de preparar bem o nosso povo. Há muitos para ouvir aquilo que temos a dizer. É um tempo urgente. É hora de ir aonde muita gente não quer, Pastoral da Juventude... “Ei! Oh nós aqui, oh! Envia-nos”.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Como montar a Pastoral da Comunicação

A Pastoral da Comunicação da Arquidiocese de São Paulo e o Sepac das Paulinas promovem, dia 2 de junho, das 8h30 às 17h, no Auditório Paulo Apostolo (rua Dona Inácia Uchoa, 62, próximo da estação  Vila Mariana do Metrô), formação gratuita de como organizar a Pastoral da Comunicação em paróquias e comunidades.
 
Na parte da manhã, o curso abordará o contexto da comunicação hoje e seus desafios para a evangelização, o pensamento da Igreja sobre comunicação e as orientações para organizar a Pascom. Na parte da tarde, ocorrerão laboratórios nas seguintes opções:  Planejamento e produção de eventos – planejamento de marketing, produção, busca de parcerias, execução e avaliação de resultados;   Acolhida – a pessoa que acolhe, ambiente, relacionamentos e organização; Cartaz e mural – noções elementares de design de informação e eficiência no processo de comunicação por meio de cartazes e murais; Técnicas de comunicação e expressão - Expressão corporal, vocal e sonora, foco, aquecimento, desinibição e integração, jogos de leitura. 

Inscrições: Tel: (11) 2125-3540 ou http://www.sepac.org.br/ e
sepacdivulgacao@paulinas.com.br

terça-feira, 15 de maio de 2012

Tecelãs do Amor realizam seu 4º Encontro Anual

Tecelãs de vários pontos da cidade de São Paulo e, inclusive, de outras cidades e estados marcaram presença no 4º Encontro Anual das Tecelãs do Amor. “Muitas tecelãs doam seu tempo e as peças que produzem, mas não têm contato entre si. Promover o encontro é importante para que elas possam se conhecer, se confraternizar, trocar receitas e ver a dimensão do trabalho para o qual ela contribui”, diz a coordenadora do projeto, Marlene Vilutis. O encontro foi realizado na véspera do Dia das Mães (12 de maio), na Comunidade Cristo Rei.
As Tecelãs do Amor produzem vestuários de tricô, crochê e patchwork que são doados para crianças que nascem no Amparo Maternal, a maior maternidade de assistência pública do país. “Muitas das mães não têm nada. Chegam para o parto apenas com a roupa do corpo. Agradecemos muito às Tecelãs do Amor. É um trabalho voluntário e de doação realizado com muito carinho. As peças que elas produzem ajudam a dar paz e conforto para as mães e as crianças”, afirmou Edna Bispo dos Santos, religiosa da congregação Irmãs de Santa Catarina, responsável pela gestão do Amparo Maternal.
“É comum o enxovalzinho que doamos ser a única roupa que as crianças têm para se proteger do frio. Dias atrás cheguei no Amparo para fazer as doações e encontrei uma criança que estava chorando de frio. O pezinho estava até roxo. Bastou a agasalharmos para que ela parasse de chorar”, afirmou Marlene.

A messe é grande...
As dependências da Comunidade Cristo Rei estavam repletas de mantas, casaquinhos, toucas, luvas e sapatinhos. Para onde quer que se olhasse lá estavam as peças produzidas pelas Tecelãs do Amor. Mas, apesar da grande quantidade, o trabalho das Tecelãs não consegue atender a demanda. “São realizados cerca de 25 partos por dia no Amparo Maternal. Nossa produção é suficiente apenas para um dia. Infelizmente, as crianças que nascem nos outros dias não podem contar com as peças que doamos”, lamenta Marlene.
Ela diz que necessita de doações de lã, mas também de mais voluntárias para realizar o serviço. “Depois que participamos do programa da Amanda Françoso, na Record News, muita gente nos procurou para realizar doações. Isso é muito bom. Mas, estamos divulgando nosso trabalho em outras comunidades e outras paróquias e até mesmo para outras confissões religiosas para conseguir a adesão de mais tecelãs”, diz. Tecelãs da Igreja Metodista também estavam presentes no encontro.

Integração social
Apresentação do coral Desvendar da Voz
“Participamos do projeto faz dois meses. Somos um grupo de 16 tecelãs que se junta para trabalhar. Fazemos tudo com muita alegria. Além de unir os pontos das mantas o projeto está unindo as pessoas. Está promovendo a integração de pessoas idosas que estavam esquecidas. Elas se juntam, passam o tempo, conversam, se alegram e contribuem com gratuidade e muito amor. O retorno está sendo muito grande também para nós”, disse Margarida Duarte, do grupo de Tecelãs da paróquia Nossa Senhora Aparecida, da Vila Arapuá.

Mais informações
Para obter mais informações, aderir ao projeto ou realizar doações, os interessados devem acessar o blog das Tecelãs do Amor (http://tecelasdoamor.wordpress.com/) ou ligar para o telefone (11) 2577-3328, falar com Marlene Vilutis.

Veja mais fotos do encontro.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Festa Junina

A Comunidade Cristo Rei realiza nos próximos dias 16 e 17 de junho, das 15h às 22h, a sua tradicional Festa Junina. Todos estão convidados para participar!

A cada ano a festa fica melhor! Em 2011, as barracas de churrasco, cachorro-quente, bebidas e doces típicos, além de jogos e diversão atraíram uma multidão e fizeram a alegria dos participantes.

Os membros da comunidade prometem uma festa ainda mais animada neste ano. Não perca!

A Comunidade Cristo fica na rua Major Freire, 792 (paralela à Fagundes Filho – altura do posto BR).

Comidas, bebidas, jogos e muita alegria atraíram um grande público para a festa de 2011


quinta-feira, 26 de abril de 2012

Festa Junina: Cristo Rei já está em ritmo caipira

As baixas temperaturas do inverno de 2011 não foram suficientes para espantar
o público, que lotou as dependências da comunidade.
A comunidade Cristo Rei inicia os preparativos para sua tradicional Festa Junina, que nesta ano será realizada nos dias 16 e 17 de junho, a partir das 15h.

Barracas de churrasco, cachorro-quente, bebidas e doces típicos, além de jogos e diversão farão a alegria dos participantes.

terça-feira, 17 de abril de 2012

Cristo Rei convoca fiéis da comunidade para CPC

No dia 25 de abril, às 20h ocorre a reunião do Conselho Pastoral da Comunidade Cristo Rei. Além da coordenação, é importante que pelo menos um representante de cada atividade da comunidade participe da reunião.

Corpus Christi 2011: Fiéis percorreram as ruas do bairro apresentando Corpo de Cristo
A reunião marcará o início dos preparativos para a já tradicional Festa Junina da Comunidade, que neste ano será realizada nos dias 16 e 17 de junho, a partir das 15h.



Também será tratado sobre a Missa em homenagem ao Dia das Mães (12/5) e da Procissão de Corpus Christi (7/6).