sábado, 29 de novembro de 2014

1º Domingo do Advento: A coroa e a preparação para o Natal

Faltam quatro domingos, um mês, para o Natal de Jesus Cristo.

Chegou o momento de nos prepararmos para o nascimento que está por vir.

É o Advento. Tempo de espera, de esperança.

Sabemos que, no último mês da gravidez, a criança pode nascer a qualquer momento. É preciso deixar a mala pronta para correr para a maternidade de uma hora para outra. É preciso estar vigilante.

A liturgia de hoje nos traz essa reflexão, esse alerta. Precisamos nos preparar para o nascimento de Jesus. Estarmos prontos para recebê-Lo.

As guirlandas nas portas são lembranças deste tempo. Servem para nos mantermos alertas. Tem ramos verdes, simbolizando a esperança e adornos vermelhos da alegria. Têm formato circular, sem começo e nem fim, para simbolizar a eternidade da Aliança de Deus conosco, da vida após a morte e da nossa vigilância na espera da nova vinda do Nosso Senhor.

A coroa do Advento, que vemos aqui, é uma guirlanda. Nela adicionamos quatro velas. Uma para cada domingo do Advento. Estas velas podem ser três roxas e uma rosa, que são as cores litúrgicas do tempo do Advento, ou coloridas.

No primeiro domingo vamos acender uma vela. No segundo duas e assim sucessivamente. A cada semana temos que estar mais iluminados, mais esclarecidos sobre o significado do Natal. Mais prontos a receber o Menino Deus, Nosso Senhor.

domingo, 1 de dezembro de 2013

CEBs celebram o envio de 84 representantes para o 13º Intereclesial

As Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) da Arquidiocese de São Paulo realizaram no dia 30 de novembro uma celebração de envio de seus 84 delegados e delegadas ao 13º Intereclesial de CEBs, que será realizado de 7 a 11 de janeiro, em Juazeiro do Norte, Ceará. A celebração ocorreu na Casa de Oração do Povo de Rua, na região central da capital paulista.

Logo após o Ofício Divino das Comunidades, que abriu a celebração, o padre Gilberto Orácio de Aguiar (Joseleitos de Cristo), da Paróquia Imaculada Conceição, Região Episcopal Belém, Setor Sapopemba, fez uma reflexão sobre “Justiça e Profecia a Serviço da Vida”, tema do 13º Intereclesial.

Os participantes também receberam informações sobre o Intereclesial, a região de Juazeiro do Norte e instruções para a viagem.

A atividade foi encerrada com uma oração de envio e um lanche comunitário.

Preparação

A celebração de envio foi o quarto encontro de preparação dos delegados e delegadas da Arquidiocese de São Paulo. No âmbito arquidiocesano, foram realizados duas tardes de formação, em abril e agosto. Em setembro os 409 delegados do regional Sul 1 se reuniram em Pirajuí, no interior paulista.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Carta aos Hebreus – Roteiro para o 7º Encontro – Continuadores da missão de Cristo


Com o roteiro do encontro anterior, o Círculo Bíblico da Comunidade Cristo Rei nos incitou a “deixarmos de ser alimentados apenas com leite e passarmos a comer alimento sólido”, a “ir para águas mais profundas” em nossas reflexões, deixando os assuntos básicos para discutirmos seriamente coisas de “adultos”.

Neste roteiro de reflexão sobre a Carta aos Hebreus, sobre o Ano da Fé, somos lembrados que uma fé sem obras é uma fé morta (Tg 2, 14-18). Refletindo sobre o “sacerdócio de Jesus”, veremos que Ele nos conclamou a sermos continuadores, participantes, de seu sacerdócio, de sua missão. Como cristãos batizados, somos todos “sacerdotes, profetas e reis”, continuadores da missão de Cristo.

Sacerdote é aquele que oferece sacrifícios por ele mesmo e pelos outros; profeta é aquele que anuncia a Palavra de Deus e denúncia as injustiças; rei é aquele que usa o seu poder para servir aos demais, para praticar a justiça.

Se a fé sem obras é uma fé morta; se somos esse sacerdote, profeta e rei; se somos cristãos, o que temos que fazer para, como adultos, cumprirmos nosso papel de continuadores da missão de Cristo? Baixe o roteiro e faça você também a reflexão.



quarta-feira, 3 de abril de 2013

DA DÚVIDA À FÉ – Reflexão sobre o Evangelho do próximo domingo


O homem moderno aprendeu a duvidar. É próprio do espírito dos nossos tempos questionar tudo para progredir em conhecimento científico. Neste clima a fé fica com frequência desacreditada. O ser humano caminha pela vida cheio de incertezas e dúvidas.

Por isso, todos nos sintonizamos sem dificuldade com a reação de Tomé, quando os outros discípulos lhe comunicam que, estando ele ausente, tiveram uma experiência surpreendente: “Temos visto o Senhor”. Tomé poderia ser um homem dos nossos dias. A sua resposta é clara: “Se não o vejo…não creio”.

A sua atitude é compreensível. Tomé não diz que os seus companheiros estão a mentir ou que estão enganados. Apenas afirma que o seu testemunho não lhe basta para aderir à sua fé. Ele necessita viver a sua própria experiência. E Jesus não o recriminará em nenhum momento.

Tomé pode expressar as suas dúvidas dentro do grupo de discípulos. Ao que parece, não se escandalizaram. Não o expulsam para fora do grupo. Tampouco eles acreditaram nas mulheres quando lhes anunciaram que viram Jesus ressuscitado. O episódio de Tomé deixa antever o longo caminho que tiveram que percorrer no pequeno grupo de discípulos até chegar à fé em Cristo ressuscitado.

As comunidades cristãs deveriam ser nos nossos dias um espaço de diálogo onde poderíamos partilhar honestamente as dúvidas, as interrogações e as dos crentes de hoje. Nem todos vivemos no nosso interior a mesma experiência. Para crescer na fé necessitamos do estímulo e o diálogo com outros que partilham a nossa mesma inquietação.

Mas nada pode substituir a experiência de um contato pessoal com Cristo no fundo da própria consciência. Segundo o relato evangélico, aos oito dias apresenta-se de novo Jesus. Não critica a Tomé as suas dúvidas. A sua resistência em acreditar revela a sua honestidade. Jesus mostra-lhe as Suas feridas.

Não são “provas” da ressurreição, mas “sinais” do Seu amor e entrega até à morte. Por isso, o convida a aprofundar as suas dúvidas com confiança: “Não sejas incrédulo, mas crente”. Tomé renuncia a verificar mais nada. Já não sente necessidade de provas. Só sabe que Jesus o ama e o convida a confiar: “Senhor meu e Deus meu”.

Um dia nós cristãos, descobriremos que muitas das nossas dúvidas, vividas de forma sã, sem perder o contato com Jesus e a comunidade, nos pode resgatar de uma fé superficial que se contenta em repetir fórmulas, para estimular-nos a crescer em amor e em confiança em Jesus, esse Mistério de Deus encarnado que constitui o núcleo da nossa fé.

José Antonio Pagola

segunda-feira, 25 de março de 2013

Uma igreja pobre para os pobres


O texto abaixo foi publicado originalmente no blog E por falar em pastoral, do amigo Rogério de Oliveira. Faz uma excelente reflexão sobre a prioridade da Igreja pelos pobres.

Falávamos em outro artigo sobre a opção preferencial da Igreja pela juventude. Ao olharmos nos documentos da Igreja, no entanto, é anterior a ela a opção pelos pobres. Em tempos de teologia da prosperidade, consumismo, crises econômicas aqui e ali, falar novamente dos pobres parece meio fora da ordem.

Para a Pastoral da Juventude, a opção pelos pobres nunca esteve fora da pauta. Por ser opção da Igreja, ela deve se pautar em ações. E toda ação evangelizadora concreta se dá por meio das pastorais. No entanto, os pobres e as causas da pobreza estavam ficando mais matizados nos discursos eclesiais.

Eles nunca estiveram fora da prática de Jesus, fosse estando ao lado deles para mostrar-lhes sua própria dignidade e valor, fosse estando ao lado dos ricos para que estes se convertessem a causa da justiça, como no caso de Zaqueu.

Exatamente por isto que para a prática cristã, o contrário de pobreza não é riqueza, mas justiça. A miserabilidade nasce das relações injustas que a sociedade cria e ao fazer opção pelos pobres, a Igreja quer desvelar esta realidade.

Em 16 de março de 2013, o Papa Francisco teve uma audiência com os representantes da imprensa do mundo todo que cobriram desde a renúncia de Bento XVI até os resultados do conclave e primeiros dias do novo pontificado. No discurso proferido (que pode ser lido aqui), o Papa fez a afirmação que dá título a este texto “Ah, como eu queria uma Igreja pobre e para os pobres”.

Li e reli muitas afirmações e interpretações deste discurso e desta frase em particular. Há quem pense que a Igreja iria desfazer-se de todos os bens que possui para distribuí-los todos aos pobres. Há quem julgue que isto é o que deveria ser feito. Outros acham que uma “Igreja pobre” não teria recursos para ajudar quem precisa de ajuda.

São afirmações colhidas fora do contexto e daquilo que é prática histórica das comunidades cristãs, em especial aqui no continente latino-americano. Quem acha que só “rico” pode ajudar o “pobre”, tem em sua mente que este último é objeto da caridade do primeiro. Não sou estúpido ao ponto de afirmar que a caridade destes pequenos atos não seja importante. Claro que é. Ela suprime uma necessidade urgente (fome, sede, frio, doença), mas maior caridade é atacar as causas destas necessidades.

Uma Igreja pobre para os pobres não é formada somente por pessoas desprovidas de bens materiais. Afirmar isto equivaleria a dizer que só um negro poderia se engajar na causa dos negros, só mulheres na luta das mulheres, só imigrantes valeriam na busca do direito dos imigrantes. Óbvio que a dor social é mais sentida por aqueles que sofrem na pele e na história seus efeitos. Mas não são portas fechadas para aqueles que querem se solidarizar e estar ao lado na busca por justiça.

Neste sentido que entra a opção pelos pobres abraçada pela PJ e por toda a Igreja. Não são pobres genéricos, espalhados aqui ou ali. É todo um grupo de pessoas de uma realidade concreta de exclusão. “É o grito de um povo que sofre e que reclama justiça, liberdade e respeito aos direitos fundamentais dos homens e dos povos”, como lembra o documento de Puebla.

Não se trata de pobres numa fria realidade estatística. São pessoas com rostos bem definidos: crianças subnutridas, jovens sem perspectivas, indígenas, camponeses sem terra, operários, desempregados, subempregados, idosos, ribeirinhos, dependentes de drogas, portadores de deficiências, entre tantos outros.

São estas pessoas aquelas que o Papa Francisco aponta na sua frase-desejo que intitula este texto. Através destas pessoas pode-se fazer a experiência do Reino de Deus. E, como diz o Pe. João Batista Libânio, este Reino exige de nós “esperança, práticas de caridade libertadoras, decisões urgentes e inadiáveis”. Ao mesmo tempo em que o pobre é amado de Deus e destinatário prioritário do Seu Reino, ele é também fruto da injustiça, do pecado social e da falta de fraternidade. É a experiência do Reinado de Deus. É o já e o ainda não. É o “Já”, na presença do Deus da Vida que caminha ao lado dos que sofrem e o “Ainda não”, porque eles também são sinal da ausência da fraternidade e da justiça.

Uma Igreja pobre para os pobres é presente pelo exemplo de Jesus que se fez pobre entre os pobres. Ou como nos ensina São Paulo que pede que tenhamos “os mesmos sentimentos que havia em Jesus Cristo: Ele tinha a condição divina, mas não se apegou a sua igualdade com Deus. Pelo contrário, esvaziou-se a si mesmo, assumindo a condição de servo e tornando-se semelhante aos homens” (Fl 2,5-7). Que nossa ação pastoral seja de serviço, serviço pleno e em favor de quem mais precisa.

Para aprofundar a leitura popular da Bíblia


O texto abaixo foi publicado pelo amigo José Luiz Possato Jr. no grupo Leitura Popular da Bíblia, no Facebook.

Traz dicas muito boas para aqueles que querem fazer uma leitura bíblica de maneira popular e comunitária.
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“Olá, pessoas!!!

Estou lendo um livro bacana: “WEGNER, Uwe: Exegese do Novo Testamento – Manual de Metodologia, Ed. Sinodal – São Leopoldo, Ed. Paulus – São Paulo, 1998”.

Lá pela página 14 encontrei umas regrinhas bacanas para quem quer se aprofundar na Leitura Popular da Bíblia. Na verdade, são riscos que devem ser evitados para que a Palavra de Deus não seja lida e estudada de forma alienante.

Segundo o autor, são dicas retiradas do artigo “Como se faz Teologia Bíblica Hoje no Brasil”, escrito por Carlos Mesters e publicado no exemplar nº 1 da revista Estudos Bíblicos da Vozes. São elas (procurarei reproduzi-las na íntegra):

- Prisão da letra: Pressupõe uma concepção mecânica de inspiração e de inerrância, não levando a sério a encarnação da Palavra de Deus (exemplo: o fundamentalismo). A maior característica deste tipo de leitura é a falta de crítica. Superação: leitura crítica da realidade e dos textos bíblicos;

- Dependência do saber de outros e outras intérpretes: A dependência exagerada do saber alheio perpetua complexos de ignorância e inferioridade. Superação: ter consciência de que Deus dá o seu Espírito Santo a cada pessoa, independentemente de sua condição cultural ou social (At 2,17s), possibilitando uma maturidade em relação à expressão de fé;

- Dependência da ideologia dominante: Esta encontra-se veiculada, sobretudo, pelos modernos meios de comunicação, como os jornais, rádio e televisão. Superação: não pode haver leitura libertadora da Bíblia sem uma:

a) prévia libertação do cativeiro da nossa mente e do nosso pensar, atrelados àquilo que outras pessoas e grupos desejam que pensemos e creiamos (cf. Rm 12,1-2): o caminho da conversão passa necessariamente pela cabeça;

b) leitura a partir do lugar social das pessoas e grupos oprimidos e empobrecidos, já que os mesmos constituem as vítimas preferenciais da ideologia dominante;

De qualquer forma, sem libertação do cativeiro da nossa mente e sem uma reflexão sobre os textos a partir das pessoas e grupos inferiorizados, a leitura bíblica será sempre leitura ingênua e facilmente manipulável;

- Estudo sem fé e compromisso comunitário: Este tipo de leitura pode apresentar boas ideias, mas carece de um efetivo esforço pela transformação da realidade. Sua maior característica é o descompromisso comunitário e social. Superação: leitura militante, atenta às denúncias da Palavra de Deus, bem como aos seus apelos à conversão pessoal, eclesial e social;

- Estudo individualizado: Este tipo de estudo abre portas para o subjetivismo e, em decorrência, para toda sorte de “achismos”. Superação: leitura comunitária, que é o exercício de elaboração coletiva pela qual se completa a limitada percepção de cada qual;

- Estudo intelectualizado: Na exegese científica, a fé não costuma ser um elemento constitutivo do processo de interpretação, e sim sua condição prévia. Na leitura popular, ao contrário, a leitura da Palavra de Deus é sempre envolvida pela oração. Por isso, a superação de um tipo de leitura por demais intelectualizada é a leitura orante. Intui-se, dessa forma, que a descoberta do sentido não é fruto só da ciência, mas é também um dom de Deus através do Espírito. Dá-se lugar à ação do Espírito Santo na leitura e na interpretação da Bíblia.

sexta-feira, 22 de março de 2013

Carta aos Hebreus: Roteiro para o 6º Encontro – 1ª Celebração


Jesus é o centro de nossa fé

Em alusão à Maria, irmã de Marta, que preferiu ouvir Jesus a ajudar sua irmã nos afazeres da casa (Lc 10, 38-42), o grupo do círculo bíblico da Comunidade Cristo Rei sempre diz que o tempo que passa no círculo é o melhor momento na vida de cada um eles. “Escolhemos a melhor parte e esta não nos será tirada”.

Neste roteiro, você poderá ver como o grupo celebrou o seu “momento Maria” e refletiu sobre o porquê de este ser o “melhor momento” de suas vidas e qual a relação isso tem com o estudo da Carta aos Hebreus e o Ano da Fé.

Acesse o roteiro da celebração (6º Encontro) e reflita você também sobre relação entre a preferência de Maria, a Carta aos Hebreus e o Ano da Fé.

Acesse também os demais roteiros para os cinco primeiros encontros.