quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Superação da violência, justiça e os indefesos



 Laine de Amorim* e Paulo Flores**

Daqui a menos de um mês (para ser mais exato, 27 dias) começa a Quaresma, período em que a Igreja Católica realiza a Campanha da Fraternidade (CF).
Em 2018, a CF nos convida a refletir sobre a violência e as formas de superá-la. Além do tema “Fraternidade e superação da violência”, a Campanha deste ano traz o lema: “Vós sois todos irmãos” (Mt 23, 8).
Com a CF deste ano a Igreja quer “construir fraternidade, promovendo a cultura da paz, da reconciliação e da justiça, à luz da Palavra de Deus, como caminho para superação da violência”.
Chamamos a atenção para um dos caminhos para a superação da violência presente no objetivo da CF deste ano: a promoção da cultura da justiça à luz da Palavra de Deus. E o que é a “justiça à luz da Palavra de Deus”?
É tão somente a realização do projeto de Deus. À luz da Palavra de Deus, “a justiça se concretiza na partilha e na fraternidade, dirigindo a sociedade para a solidariedade e a paz. Exige, para todos, a distribuição igualitária dos bens e a possibilidade de participar das decisões que regem a vida e a história do povo. Na Bíblia, a justiça é eminentemente partidária, visando a defender a causa dos indefesos” (Pequeno Dicionário Bíblico. Bíblia Edição Pastoral).
Nos Estados Unidos, a terceira segunda-feira de janeiro (que neste ano foi dia 15 passado) é dedicada à celebração da igualdade racial. Na verdade, trata-se de uma homenagem ao Pastor Martin Luther King, que nasceu no dia 29 de janeiro. Trago isso ao texto porque Luther King travou uma luta pacífica contra as injustiças que eram cometidas contra uma imensa população de indefesos: os negros. O pastor deu a vida lutando por justiça, contra a violência. Para refletir mais sobre o tema, convido todos a lerem o texto de Marcelo Barros, publicado recentemente pelo Centro de Estudos Bíblicos. É fantástico!
O texto de Marcelo Barros contribui muito para a reflexão que convido todos a fazerem: É possível superar a violência em uma sociedade onde não haja justiça? É possível superar a violência sem defender a causa dos indefesos, dos injustiçados?
Em sua época, Jesus defendeu grupos sociais discriminados, como as mulheres, viúvas, prostitutas, pessoas com deficiência, crianças, migrantes (estrangeiros), pessoas de outras religiões... Todos pobres, indefesos e discriminados e injustiçados pela sociedade.
Estes e outros grupos ainda sofrem com o preconceito e falta de justiça em nossos dias.
Podemos dizer que as mulheres que exercem as mesmas funções do que um homem, mas recebem menos pelos mesmos serviços são injustiçadas? A desigualdade de oportunidade de ascensão profissional entre as pessoas é um tipo de violência? Pessoas que se relacionam com pessoas do mesmo sexo são injustiçadas? O espancamento e abusos de crianças é uma violência? Estamos mesmo dispostos a superar a violência?
Como cristãos, estamos dispostos a perdoar, ou bradamos pela pena de morte? Conseguimos nos controlar no estresse do trânsito das grandes cidades? Respeitamos as pessoas de religiões diferentes da nossa?
Concluímos este texto com uma reflexão de Martin Luther King: “...sempre insisti na justiça para o mundo inteiro, pois a justiça é indivisível. E a injustiça, onde quer que aconteça é uma ameaça à justiça em toda parte”.

* Psicóloga, membro do Círculo Bíblico da Comunidade Eclesial Cristo Rei, da Paróquia/Santuário São Judas Tadeu
** Jornalista, membro do Círculo Bíblico da Comunidade Eclesial Cristo Rei, da Paróquia/Santuário São Judas Tadeu

domingo, 7 de janeiro de 2018

Quem é meu próximo?



O “Roteiro de Oração na Vida Diária”, publicado pelos jesuítas, que pode ser visualizado e baixado gratuitamente, nos convida nesta segunda semana de janeiro “a rezarmos e nos deixarmos tocar pelas pessoas que nos cercam. A vida em grupo é fundamental para a existência humana, é impossível sobreviver sozinho neste mundo. Somos o tempo todo interpelados pelas marcas do outro em nossas vidas, e é somente a partir do outro que podemos nos perceber como diferentes, únicos, queridos e amados por Deus em nossas peculiaridades. Desse modo, a conscientização sobre nós mesmos perpassa a consciência que somos capazes de ter com relação aos outros, aos nossos próximos. A vida cristã nos faz questionar: ‘Quem é meu próximo?’. Jesus andava no meio do povo, a ouvir, acolher, ensinar, conversar, cuidar, Ele afetivamente restaurava a dignidade das pessoas mais empobrecidas e marginalizadas e nos exorta sempre a refletir sobre as belezas e os desafios da alteridade, da diferença, da diversidade. Somos convidados e convidadas a estabelecer relações de sensibilidade, cuidado, empatia, que reconheçam o outro na condição de sujeito, portador de direitos, dignidade, valor e liberdade, transcendendo assim a lógica do uso e descarte a qual nossa sociedade individualista nos impõe. Reconheçamos que, se por um lado cada ser humano é único e distinto, por outro, a condição humana e de filhos de Deus nos une a todos e todas.

Pedido para todos os dias da semana:
Senhor, dai-nos a graça de nos reconhecermos no outro e de sermos empáticos para com os irmãos.”

Acesse o roteiro na íntegra e leia também as reflexões para as semanas seguintes.

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Comunhão sob as duas espécies

Sobre a comunhão sob as duas espécies (pão e vinho / corpo e sangue), o Missal romano, no número 240 da introdução, diz o seguinte:

“A comunhão realiza mais plenamente o seu aspecto de sinal quando sob as duas espécies. Sob essa forma se manifesta mais perfeitamente o sinal do banquete eucarístico e se exprime de modo mais claro a vontade divina de realizar a nova e eterna Aliança no Sangue do Senhor, assim como a relação entre o banquete eucarístico e o banquete escatológico no reino do Pai”.

Leia ou ouça mais na Rádio Vaticano: https://goo.gl/Kiiw3T

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

“Não queremos um sistema de desenvolvimento econômico que aumente o número de desempregados”, Papa Francisco


Mais uma fantástica lição do Papa Francisco! Segue um pequeno trecho da mensagem enviada por Francisco ao cardeal Peter K. A. Turkson, por ocasião da Conferência Internacional Sobre o Trabalho. A íntegra está no link abaixo.

“Não queremos um sistema de desenvolvimento econômico que aumente o número de desempregados, nem de pessoas desabrigadas ou sem terra. Os frutos da terra e do trabalho são para todos, e ‘devem ser distribuídos equitativamente a todos’. Este tema adquire relevância especial em relação à propriedade da terra, quer nas áreas rurais quer nas urbanas, e às normas jurídicas que garantem o acesso à mesma. E a este respeito, o critério de justiça por excelência é o destino universal dos bens, cujo ‘direito universal ao seu uso’ constitui o ‘primeiro princípio de toda a ordem ético-social’.

Leia a íntegra da mensagem publicada no site do Vaticano.

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Como nasceu a celebração da missa?



A MISSA EXPLICADA PARTE POR PARTE



PERGUNTAS MAIS COMUNS



2. Como nasceu a celebração da missa?

A celebração da Eucaristia nasceu com o próprio Senhor Jesus. Na noite em que foi entregue, durante a última ceia, ele tomou o pão, deu graças, o partiu e o entregou a seus discípulos, dizendo: "Tomai e comei todos vós. Isto é meu corpo, que será entregue por vós". Terminada a ceia, tomou um cálice com vinho, deu graças e o passou aos discípulos, dizendo: "Tomai, todos, e bebei. Este é o cálice do meu sangue, o sangue da nova e eterna aliança, que será derramado por vós e por todos, para a remissão dos pecados". Essas palavras do Novo Testamento mostram a instituição da Eucaristia.

terça-feira, 4 de abril de 2017

O que é a missa? - Pe. José Bortolini



A MISSA EXPLICADA PARTE POR PARTE


PERGUNTAS MAIS COMUNS

1. O que é a missa?
Os primeiros cristãos chamavam a missa de Ceia do Senhor ou Fração do Pão. Nós preferimos chamá-la de Eucaristia, que significa Ação de Graças. Pode-se tentar definir a Eucaristia com uma das aclamações após a consagração, que diz: "Anunciamos, Senhor, a vossa morte, e proclamamos a vossa ressurreição. Vinde, Senhor Jesus". É, portanto, a celebração da morte e ressurreição de Jesus Cristo, a sua Páscoa e a nossa.